Na contramão dos anos frenéticos de estresse sem parar eu decidi DE-CI-DI-DO que iria desacelerar. Tem coisas que o dinheiro não compra. Entendi em essência que nasci pra desacelerar. Não colocar o pé no freio, mas desacelerar. Passei uns dias no sitio e lembrei que as vezes a gente acha que não há nada melhor que o agito e a praticidade da cidade, mas basta a gente ouvir o silêncio para retornar para o que realmente importa, a paz. Certo dia ouvi em uma sessão sobre o desejo da paixão ardente que instiga e desestabiliza. Coisa da juventude. Tanta vontade pelo que bagunça não disfarçou o desejo real escondido no barulho da sessão: o do silencio de um amor tranquilo. Eu sorri de canto de boca, relembrando as minhas próprias fases. Silenciei. As vezes parece receita de bolo, mas não é. De tudo que posso dizer, há furacões necessários. Desesperos importantes. Dores de amor dilacerantes que precisam ser vividas para que o sereno da certeza venha sem...