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Mostrando postagens de agosto, 2024

A criação que me escapa.

Todo dia eu crio algo.  No banho, dirigindo, enquanto assisto, quando deito pra dormir. Todo dia a minha mente se diverte criando algo que "pode ser" ou que com certeza "vai ser". E toda vez que isso acontece eu tenho que ser mais ligeira do que o próprio pensamento. Criei, pensei, segurei, caso contrário vento leva.  Eu ando cheia de cadernos de anotações, blocos de notas, frases sem nexo no celular.  Certa vez eu escutei " Quando você quiser escrever e não conseguir fluir, escreva sobre o fato de não estar conseguindo escrever..." Vejam bem, cá estou eu.  Há algo que me escapa no que eu tenho que criar. Talvez minha alma de artista seja livre até demais. Eu passo o dia alimentada de inspirações e quando eu quero escrever, passa.  É tipo paixão. Enquanto tá solta e sem expectativa flui. Quando tento controlar, se vai.  É isso. Nay :)

As queridas regras de engajamento, blablabla

 Todo mundo tem um curso pronto pra vender. Uma mágica. Um segredo. Algo imperdível pra te ensinar como crescer, como viralizar, como captar.  E não julgo. Mas dentre tantas opções imperdíveis a minha cabeça se perde um pouco no que é confiável. E olhe que há cursos para se parecer confiável.  É um tipo de postura assim, uma foto com a roupa assim, uma iluminação assim e uma fonte de letra elegante. São segredos de engajamento. Alguém lá de cima ditando o certo e o errado, o que deve e o que não deve fazer. Eu não confio.  As vezes eu tenho esse mesmo problema com alguns super especialistas consultores bla bla bla que a gente acha na internet ou charlateando por ai. Mesmo entendendo qual o trabalho deles. Chegar, olhar de cima, dizer o que está certo e errado, ditar como se deve fazer e ir embora. Sem entrar na realidade da dureza da rotina. Eu tenho dificuldade de seguir algumas regras. As regras de engajamento são um exemplo delas. "Você tem que fazer um perfil pro...

Sobre a morte e o morrer.

O grande problema da morte para mim é um : Não saber quem é o próximo.  Eu lido bem com a morte. Sempre lidei. Mas eu não lido bem em não saber quem é o próximo. Faz sentido? Pra mim faz.  Porque não é uma questão de idade. Pela logica da vida a gente espera que os mais velhos morram primeiro. Mas nem sempre é assim. E o baque de reconfigurar a vida diante da morte precoce é o que assusta, pelo menos a mim.  Quem morre velho tem tempo de viver. De errar. De sofrer. De amar. De acontecer. Quem morre no susto, não.  Vai contra as leis da vida. A gente nasce. Cresce. Vive. Vive. Se reproduz. Vive. Vive. e só depois é pra morrer. / E é isso. Nem é sobre a morte. É sobre morrer. É sobre quem morre agora ? Atenciosamente e preocupada com quem é o próximo, Nay :)

Sem querer, sonhei.

Pra psicanálise o sonho trás a tona o inconsciente e joga na cara os desejos reprimidos; Na espiritualidade o sonho conecta; Na Biologia o sonho rebobina e salva na memória; Nos jornais e revistas os sonhos tem significado e pressentimento;. Para mim, são a prova da insanidade.  Era pra eu ter te esquecido.  Ai eu sonhei com você. 

"Essa menina se apaixona por tudo "

Minha mãe sempre dizia : " Essa menina se apaixona por tudo".  E é verdade. Eu sempre fui movida a paixões.  É paixão por aquela roupa da loja que eu "tenho que levar!",  pelo vento que bate no rosto quando abro a janela do carro enquanto eu falo " ai como eu amo esse ventinho!" , é paixão até pelo sentimento de me apaixonar. Veja só. É paixão por joãos, antonios, marcelos, leandros e leonardos , henriques e julianos, por Jorges e Matheuses (? haha) .. Foram tantos, que nem contei.  Paixão por cada canto que fui e voltei contando " quero morar lá!" . Paixão por onde nasci e me criei ao ponto de gritar " Eu nunca vou sair de lá".  Movida à paixões, sempre fui destemida. Tem sempre alguém, algo, alguma coisa pra me apaixonar. Tem sempre espaço pro novo, pra emoção, pro riso, pro choro no canto do olho quando tenho que deixar.  A paixão me levou à lugares que eu nem imaginava ir. Me fez flutuar. Mas também me colocou com os pés no chão. Ch...

O medo de ser visto tentando.

     Durante esse meu novo momento de me abrir para o novo na clínica tenho mergulhado nas profundezas de um sentimento chamado : O medo de mostrar que estou tentando. Mesmo estando.  Porque as vezes parece que a gente só deseja o pronto, o feito, o sucesso. O processo do fazer acontecer é dolorido, trabalhoso, requer coragem e espera da gente peito aberto e pés no chão de lembrar sempre : eu estou tentando.     Dos exemplos que gostei de pensar, foi : Tem gente que tem muita vontade de aprender a falar ingles, mas morre de vergonha porque acha que não vai conseguir falar certo. Sendo que a gente só consegue falar certo se tentar e tentar e tentar.     Hoje, no mundo de redes sociais, tudo parece sempre ser um pouco mais fácil do que realmente é. Talvez porque a gente tem acesso à muito mais do que tinha antes ou também porque todo mundo vende um curso onde ensina que dá certo fazer isso ou aquilo. Talvez se você seguir o método X, você ...

O QUE VOCÊ VAI CONTAR PARA OS SEUS NETOS?

Dentre tantos propósitos, sonhos e realidades, qual o enredo você pretende contar quando alguém quiser saber da história da sua vida?  Quantos riscos arriscados? Quantos amores mal curados? Quantas gargalhadas jogadas no vento? O quanto que seu olho brilhou? Quantos amigos você conquistou? Quantas percas te fortaleceram? O quanto você largou pra ser você mesmo? Quantos sonhos você realizou e quantos abandonou? Quantas vezes desistiu, insistiu e recomeçou? Quantas vezes seu coração acelerou por uma nova paixão? E por quantos lugares você passou e ficou? Quantas rezas fez no caminho? Quantas orações de agradecimento? E quantos “vai se catar” você falou em alto e bom som pra quem mereceu? O quanto você se desprendeu do apego material e foi só você e o mistério divino da vida? Quanto pé no chão e cabeça nas nuvens se permitiu? E lá no final, quando você sentar e for contar cada tropeço e voo no mundo : o que você vai contar pros seus netos?

Hoje sim, amanhã não sei.

Quão livre você precisa ser para sair de cena quando algo não está bom ? Quando algo não é o que você quer ? Quando você sente que aquilo não é pra você? Eu sempre assustei, não minto.  Brinco que acabei mais relacionamentos do que comecei. E me divirto com as reações.  Eu quero dar certo comigo mesma. E esse é o foco principal. E veja bem,  livres são os que sabem quem são. Ou que pelo menos buscam. Eu posso amar e ser amado. Casar ou viver só. Ter filhos ou não. Ser livre é uma questão de ser.  É diariamente ler um livro por que gosta de ler, rir escandalosamente porque é o que o diafragma quer, correr pro mar porque é o que a alma deseja ou se esbaldar no samba porque é o que os ouvidos gostam de ouvir. É ir ver o por do sol.  Para além do que precisamos cumprir socialmente, quem é você e o que você gosta de fazer ? Quais são as coisas que te reenergizam ? O que você faz que te faz ser você ? O que te faz lembrar que a vida vai além do todo dia?  Você sa...

Tirei meu diploma do quartinho da Bagunça.

Tirei meu diploma da pasta que estava dentro do quartinho de bagunça.  Tenho o costume de guardar muito bem guardado tudo o que eu amo. E isso serve pra paixões, histórias, amigos e diplomas.  Há 3 anos me formei no curso que me rege como ser humano. A psicologia. Sou da escuta de nascença. Sendo assim, como de costume, guardei bem guardado e segui como se não fosse algo que me desse uma nomeclatura, mas algo que naturalmente fosse quem eu sou.  Em julho, olhei pros 29 anos, antes de completar e me assustei : COMO FAREI 30 ANOS SEM COLOCAR EM PRÁTICA O QUE EU SOU ? Parei no tempo. Fui pro mundo. Me assustei com o tempo. Tomei impulso e fui. Destemida mas morrendo de medo.  Tirei meu diploma da pasta guardada no quartinho de bagunça.  Agora, e por agora, meu diploma faz parte do que me arruma, não do que me bagunça. Faz sentido por ai? Eu me achei e estou me achando. Me perdi e estou me perdendo. Deixo solto. Afirmo e pergunto. Resolvi atender. No lugar de guarda...